Vice-governador do Pará, Lúcio Vale (PL) é alvo de investigação (Vissaium), segunda fase da Operação Carta de Foral, que mira uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações e contratos públicos em 10 municípios do Pará.

A Polícia Federal foi às ruas na manhã desta quinta-feira (12) para cumprir mandados de busca e apreensão em seu endereço e também no palácio do governo do Pará, com o objetivo de recolher documentos de Vale. A operação desta quinta também tem outros 25 mandados de busca e apreensão e mandados

O governo do Pará afirmou que a investigação se relaciona a fatos anteriores ao mandato e não tem relação com a vice-governadoria.

A investigação aponta que nos anos de 2010 a 2017 o grupo suspeito movimentou mais de R$ 39 milhões em recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

Entre as práticas irregulares investigadas estão: fraude em licitação (participação das mesmas empresas em várias licitações), simulação de entrega de merenda escolar e pagamento de vantagem indevida a agentes públicos.

A operação desta quinta foi autorizada pelo juiz federal Antônio Carlos Campelo, da 4ª Vara da Justiça de Belém. Ao todo, a operação tem: 26 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e 4 mandados de prisão temporária.

Além da capital, Belém, os mandados devem ser cumpridos em outras cidades do estado, como: Ipixuna do Pará, Mãe do Rio, Marituba e Cachoeira do Piriá. As prisões preventivas têm prazo de cinco dias e podem ser renovadas.